Pet a bordo! Estudo indica boas práticas no transporte de animais de estimação

Pegar a estrada e levar o pet de estimação para passear. Mas, antes de viajar é importante prestar atenção a alguns cuidados para levar cães e gatos com segurança. Todo mundo sabe (ou deveria saber) que não podem ser levados soltos nem no colo de motorista e passageiros. Isso coloca em risco a integridade física de animal e dos ocupantes em decorrência de acelerações, desacelerações, frenagens de emergência e, em casos críticos, colisões e capotamentos.

O que nem todo mundo sabe é que transportar o animalzinho com adaptadores no cinto de segurança também pode não ser a melhor opção para ele. Isso é o que aponta um estudo realizado pelo Grupo Segurador Banco do Brasil e Mapfre, em parceira com o Cesvi Brasil (Centro de Experimentação e Segurança Viária).

O transporte de animais ao lado esquerdo do motorista, além de proibido pela legislação, pode prejudicar o campo de visão do motorista, causando sérias complicações de segurança ao condutor e ao animal.Jabis Alexandre

O estudo analisou os efeitos que o corpo do animal sofre ao ser transportado com itens comumente utilizados, como coleiras, peitorais e os adaptadores para cinto de segurança. Também foram analisados os cintos de segurança e caixa de transporte para animais. Estes foram submetidos a ensaios de frenagem bruscas a 50 e 60 Km/h e simulações de colisões a 15 Km/h e 25 Km/h, com amostras de animais de porte mini ou toy, pequeno ou anão e de porte médio, representando animais entre 3 kg e 15Kg.

Nos ensaios de colisão, as amostras foram submetidas a esforços equivalentes a colisões de 15 Km/h e 25 Km/h, que são os tipos mais comuns nos grandes centros urbanos. Os ensaios permitiram analisar a eficiência do produto em reter o animal em uma posição segura, diminuindo o risco de ferimentos aos ocupantes, e também ao animal após um acidente.

Conforme destaca o diretor geral de Automóvel e Massificados do Grupo Segurador Banco do Brasil e Mapfre, o transporte de animais domésticos no colo do motorista ou no banco dianteiro pode resultar em colisões com o painel de instrumentos e exposição direta ao airbag frontal, ou ainda intervir no espaço do condutor.

Confira as recomendações do estudo e fique atento à segurança da sua família e do seu bichinho na próxima viagem!

 

Não recomendado👎
Guias e peitorais tradicionais, revestidas em couro, bem como adaptadores para cintos de segurança.

Nos testes, essas guias foram consideradas ineficazes em razão do esforço que o corpo do animal sofre sob esse tipo de dispositivo, o que pode provocar lesões e até enforcamento.

Recomendado👍
Bolsas e caixas de transporte estruturadas em plástico, tecido forrado e nylon.

Ainda segundo o estudo, ao transportar animais em veículos deve-se impedir que fiquem livres e soltos no interior do veículo, o que pode causar distração ao volante e provocar acidente. Assim, a melhor opção é acomodar os pets nos bancos traseiros, afivelados ou fixados pelo respectivo dispositivo de retenção.

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